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  • Antonio Pietrobelli

Em 5 anos, trabalho será dividido entre humanos e máquinas


A automatização, que está ocorrendo mais rápido do que o esperado, vai eliminar 85 milhões de empregos nos próximos cinco anos. Cerca de 43% das empresas devem reduzir sua força de trabalho por causa da integração de tecnologia; 41% planejam expandir o uso de terceirizados para trabalhos especializados; e 34% planejam expandir sua força de trabalho como resultado da integração de tecnologia. Daqui a cinco anos, os empregadores vão dividir o trabalho entre humanos e máquinas de forma quase igual.

Estes dados constam do relatório do Fórum Econômico Mundial sobre o Futuro do Emprego em 2020. Por outro lado, a revolução dos robôs criará 97 milhões de empregos.

“À medida que a economia e os mercados de trabalho evoluem, novos papéis surgirão em campos de tecnologia (como inteligência artificial – IA) e em carreiras de criação de conteúdo (como gerenciamento de mídia social e redação de conteúdo)”, destaca, em artigo, a diretora-gerente do Fórum Econômico Mundial e chefe do Centro para a Nova Economia e Sociedade do Fórum, Saadia Zahidi.

Em 2025, o pensamento analítico, a criatividade e a flexibilidade estarão entre as habilidades mais procuradas, informa Zahidi. “As empresas mais competitivas se concentrarão na atualização das habilidades de seus trabalhadores. Para os trabalhadores que deverão permanecer em suas funções nos próximos cinco anos, quase metade precisará ser retreinada em suas habilidades essenciais.”

A pesquisa também descobriu que o setor público precisa fornecer um apoio mais forte para a requalificação e qualificação de trabalhadores em risco ou deslocados. Atualmente, apenas 21% das empresas relatam ser capazes de usar fundos públicos para apoiar seus funcionários por meio de iniciativas de reciclagem.

Finalmente, segundo o relatório, o trabalho remoto veio para ficar. Cerca de 84% dos empregadores devem digitalizar rapidamente os processos de trabalho, incluindo uma expansão significativa do trabalho remoto: há potencial para mover 44% dos trabalhadores para operar remotamente.

No entanto, 78% dos líderes empresariais esperam algum impacto negativo na produtividade do trabalhador, e muitas empresas estão tomando medidas para ajudar seus funcionários a se adaptarem.

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