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  • Antonio Pietrobelli

Delivery e marmita crescem; restaurante a quilo cai

Pesquisa nacional encomendada pela VR Benefícios mostra como as pessoas pretendem cuidar da alimentação ao retornar aos escritórios. Foram feitas 2.481 entrevistas em todo o Brasil. Segundo o levantamento, sobe de 47% para 54% o número de pessoas que vai levar marmita e cresce de 10% para 17% a quantidade de pessoas que vai pedir delivery na hora do almoço. Em contrapartida, as intenções de comer em restaurantes por quilo caem de 25% para 13%, provavelmente motivadas pela preocupação com a segurança.


Ao avaliar estes dados de acordo com a classe social, fica mais claro que o uso da marmita será maior entre as classes C/D/E (crescimento de 42% para 50%) e que a procura pelo delivery dobra nas classes A/B (5% para 11%). Em relação aos meios de pagamento sem contato, 46% dos trabalhadores passaram a usar mais pagamentos sem contato por conta da pandemia. E um em cada quatro começaram a usar com a pandemia.


A Pesquisa VR Benefícios-Locomotiva mostrou ainda que o brasileiro vai ampliar o consumo de saladas, refeições fitness e funcionais ao retornar ao escritório.

Antes da pandemia, os restaurantes mais frequentados na hora do almoço eram os de culinária brasileira (75%) e churrascarias (29%). Mas, quando questionados como vão consumir agora, 25% das pessoas disseram que vão optar por saladas, refeições fitness e funcionais e 48% disseram que vão consumir estes alimentos tanto quanto antes. E 10% vai procurar se alimentar de comida vegetariana e 27% vão continuar seguindo esta dieta como já faziam antes da pandemia.


A imensa maioria considera muito importante que os estabelecimentos comerciais - mercados, restaurantes, açougues, padarias, cafés e outros - aceitem os benefícios. Dos entrevistados, 96% dizem que consideram muito importante a aceitação do vale-alimentação e 93% do vale-refeição.


Quando a pesquisa indagou sobre a possibilidade de receber R$ 100 a mais como auxílio durante este período de pandemia, 60% dos entrevistados disseram que queriam que este valor estivesse relacionado à comida: 45% responderam que preferiam que fosse em vale-alimentação; 15% em vale-refeição; e 40% para contas de internet e luz.


A pesquisa também identifica quais serão as maiores demandas dos trabalhadores para os espaços de refeição - sejam restaurantes por quilo, refeitórios das empresas ou outros locais - na hora do almoço. Quando perguntados sobre quais aspectos consideram mais importantes, eles respondem: intensificar a limpeza e a desinfecção do ambiente: 92%; disponibilizar álcool em gel 70% de fácil acesso: 91%; manter o ambiente mais aberto e ventilado: 88%; instalação de mais barreiras físicas para proteger os equipamentos e a comida: 79%; organizadores de fila que mantém distância entre os clientes: 78%; e usar mais meios de pagamento sem contato: 74%.


Medição de temperatura, usar itens descartáveis e alternar os horários de atendimento são ações consideradas menos importantes pelos entrevistados e ficaram com 71%, 67% e 52% de avaliação, respectivamente.


A Pesquisa VR Benefícios-Locomotiva é quantitativa e foi feita com trabalhadores da base da VR Benefícios. Foram realizadas virtualmente 2.481 entrevistas, em todas as regiões do Brasil, no período de 11 de agosto a 1º de setembro.


Dos entrevistados, 51% são homens e 49% são mulheres, com idades acima de 18 anos. Na divisão de classes, 30% são A/B; 52% são C e 18% são D/E. 35% possuem ensino superior completo, 50% têm ensino médio completo e 15% o fundamental completo.

Entre as regiões, 67% dos entrevistados estão localizados no Sudeste, 15% no Sul e 12% no Nordeste. As regiões Norte e Centro-Oeste somam 6%. A maioria das pessoas vive nas capitais (46%) e regiões metropolitanas (25%), enquanto 25% estão no interior e 5% no litoral.

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